quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Feliz Natal!!!


Procurei uma foto de Papai Noel Tropical no Google e apareceu essa! Adorei!

Aqui estou eu! Fiquei um pouco sumida devido às comemorações do aniversário do meu maridão (é no plural, mesmo, foram dois dias e meio de festa, foi ótimo!!!!) e a um relatório de trabalho que estava precisando entregar antes das festas de final de ano para me sentir livre e com a sensação de "dever cumprido".Hoje entreguei o ditocujo e estou com uma leveza que dá gosto! Não sei se vocês são assim, mas eu NECESSITAVA entregar esse trabalho agora para me sentir realmente de férias. Até porque, se eu não entregasse, ia mexer nele até os 45 minutos do 2º tempo, como fiz ontem: as 11:30 da noite estava eu mudando um bando de coisas que já estavam fechadas pra mim. Mas entre mortos e feridos, salvaram-se todos, acho que meu trabalho ficou bem legal, tomara que as pessoas gostem.

Hoje, contaminada pelo clima de final de ano, pensei em escrever sobre o Natal. Semana que vem  vou postar aquele modelo de balanço de fim de ano que comentei com vocês. Saindo do trabalho hoje ouvi uma versão daquela música do John Lennon "Merry Christmas" num carro de som de propaganda e me deu a maior vontade de chorar. Acho essa música bonita. A melodia, porque a letra nem sei como é, vou procurar agora na internet. Confesso que nos últimos anos, não estava me sentindo muito ligada a essa data. Apesar de sempre achar legal estar com a família e adorar as comidas maravilhosas, sabe quando vc passa por algo impune? É uma sensação difícil de explicar teoricamente...Acho que esse frenesi de consumismo também me dava um nervoso, parece que fica tudo tão confuso. Aqui em Paraty tô passando por isso de uma forma diferente, aqui nem tem aonde as pessoas consumirem tanto assim...

Uma coisa que tenho reparado tanto pela minha vida quanto por ouvir o relato das outras pessoas é que quando a família tem crianças os Natais são sempre mais animados. Na minha família, tinham algumas brincadeiras: a famosa "mão no saco" (colocavam vários presentinhos dentro de um saco, uns legais e uns de sacanagem que eram beeem engraçados) e o bingo (que eu ganhei várias vezes mas sempre era um presente pra casa e eu acabava dando pra minha mãe). A montagem da árvore era algo mágico,desembrulhar tudo e botar cada bola e cada enfeite um diferente do outro (eu como sou nostálgica e vcs já sabem disso, implico um pouco com essas árvores modernosas que tem vários enfeites iguais e sem personalidade). E botar os presentes embaixo da árvore,  esperar o dia de abrir e ficar imaginando o que havia naqueles pacotes? Papai Noel eu não lembro de ter acreditado um dia, mas devo ter né? Outra coisa que lembrei, é que sempre tinham duas festa, uma era uma festona, daquelas que iam a família toda (primos, tios e tias de 2º e 3º grau, agregados, etc.) aquela muvuca mesmo...Com o tempo estas festas foram morrendo...E ficou só a festa com a família mais próxima mesmo...Que são legais também, mas diferentes. Uma coisa engraçada nessa festona que era da família do meu avô eram os amigos ocultos...Lembro que uma vez meu irmão ganhou meias de uma irmã do meu avô e ficou tão feliz...Só pra não dizer o contrário!!!Rsrsrs Se eu for parar pra lembrar, vão sair muitas histórias...Foi uma época bem legal...

Acho que hoje o que é mais importante pra mim no Natal é estar com a família, é estar junto das pessoas que eu amo. Quer dizer, de algumas pessoas que amo, porque também amo os meus amigos e não passamos o Natal juntos... Apesar de eu não me considerar uma pessoa religiosa e o Natal ser uma festa cristã, acho que Jesus Cristo foi um cara bacana. E que pregou a importância do amor entre as pessoas. E isso é uma coisa que às vezes parece estar em baixa em nosso mundo. As pessoas são muito levadas a ter, a ter mais, a acumular, a não dividir, a pensar sempre nelas e só nelas e nos seus...É só ver um pouco de televisão com um olhar atento e crítico que você percebe o quanto somos massacrados diariamente com essas mensagens...E o pior é que muitas pessoas não se dão conta disso e vão  engolindo como "certo"  e "desejável" tudo que lhes é exposto...Esses pensamentos vão se tornando verdades para as pessoas e elas vão se tornando cada vez mais endurecidas. Só pra dar um exemplo, outro dia em três novelas diferentes da Globo, vi personagens mulheres dizendo que queriam casar com um marido rico, que isso que era importante...Em TRÊS, repito, TRÊS novelas no MESMO DIA que são assistidas por milhões de brasileiros...E isso é só um exemplo...

Concluindo, acho que o importante é que mantenhamos o espírito e o clima que vigora no Natal o ano inteiro nas nossas vidas, como uma parte de nós mesmos...Um Feliz Natal pra todos os meus leitores queridos. Que vocês tenham uma ótima ceia (cheia de gostosuras típicas, na minha não pode faltar o tender) com aqueles que amam. Achei essa frase agora na internet que tem tudo a ver com o que falei no post: "An eye for an eye, will make us all blind" (Mahatma Ghandi). Um beijão.

PS: Esse blog tá ficando chique! Consegui baixar do You Tube a música do John Lennon que falei pra vcs! Se não conseguirem ver, me falem, que como nunca botei vídeos, não sei se está funcionando legal. Outro beijo!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A Sabedoria do Corpo




Você tem o costume de escutar o seu corpo? Os comunicados que ele te dá? Eu tenho feito isso na marra: geralmente só escuto o que meu corpo fala quando ele grita em forma de dor, de desarranjo intestinal, de cabelo ressecado, de travação de músculos, de unha fraca, de pele oleosa ou seca demais, de calça quase explodindo de tão justa, de sede, etc. Horrível né? Também acho. E juro pra vcs que me esforço pra mudar isso. E tenho conseguido, em partes. Acho que meu principal problema quanto a isso é não ter uma constância nas minhas ações. Tenho fases. Fases em que me empolgo em cuidar do meu corpo de uma forma quase militar: me exercito, me policio para beber bastante água, cuido da alimentação, etc. Aí de repente, se mudam as minhas condições ambientais ou psicológicas chuto o balde e fico um tempo assim. Até me incomodar o bastante para voltar a me cuidar de novo. E assim tem sido.

É claro, que posso estar sendo um pouco rígida comigo mesma. Por exemplo, antes de mudar pra Paraty, eu tava "toda toda" nesse aspecto: malhando, me alimentando legal (e sem radicalismos, nunca deixei de comer doce e beber minha cervejinha, mas tudo isso com moderação), bebendo bastante água...Quando me mudei, parei com tudo isso. Primeiro porque vim morar em um local afastado do centro da cidade. Então academia e alimentos saudáveis deixaram de ser tão acessíveis pra mim como eram quando eu morava no coração da Zona Sul do Rio de Janeiro, com uma bando de serviços à minha disposição. Logo que cheguei aqui, fiquei arrumando minha casa, quase não ia na cidade e passei por todo um período de adaptação a minha nova vida. Que não foi fácil. Ficar distante de tudo e todos que você conhece e ainda mais sem trabalhar, foi complicado. E aí dei uma boa descontada na comida e no sedentarismo.

Mas esse momento passou. Agora estou trabalhando, cheia de perspectivas e já me sentindo adaptada e parte do local onde moro. Eu tenho sempre um tempo até me sentir fazendo parte de alguma coisa. Então agora, comecei a me cuidar de novo. Mas ainda está faltando a parte do exercício físico. Essa eu ainda não voltei e sinto que preciso voltar, logo. Hoje eu estava na escola onde eu trabalho, fazendo uma entrevista com o professor de Educação Física para um trabalho que estou fazendo e ele disse que uma das maiores dificuldades que tem no seu trabalho é a de criar uma cultura corporal nos alunos. Acho que isso é uma coisa super importante. Eu posso dizer que fui criada numa família onde a cultura corporal era pouco incentivada. A cultura letrada, esta era bem forte: sempre vi minha mãe e meu avô envoltos com livros, desde adolescente ia a shows,concertos de música clássica, espetáculos teatrais  e sessões de filmes "cabeça" no Estação Botafogo com a minha querida mãezinha! Obrigada mãe por tudo isso! Isso contribuiu para eu ser a  pessoa que sou hoje. Mas a tal da cultura corporal foi um pouco deixada de lado...Mãe, isso não é uma crítica, não se sinta culpada ou ofendida, isso é só uma constatação, sei que você sempre fez tudo para dar o seu melhor como mãe...Dentro do que era e é possível pra vc! E você foi e é uma mãe maravilhosa, viu? (Tenho que explicar isso pra ficar claro pra ela, já que ela é uma das leitoras assíduas do meu bloguinho. Entendam a minha situação.)

Então, agora que a minha mãe já entendeu e não está se martirizando, voltemos ao assunto. Lembrei agora que minha mãe me colocou na natação e no balé quando eu pedi. E que aprendi a comer um monte de verduras e legumes quando fomos morar na rua D. Mariana, só nos duas. Pontos para a minha progenitora. Mas a questão parece ser mais aquela do exemplo mesmo; acho que as vezes a frase "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço" é um pouco ineficaz.Você precisa VER as pessoas fazendo as coisas, para APRENDER a fazê-las e a valorizá-las. Tem até um teórico da Psicologia que lembrei agora, que fala disso, o Bandura (não lembro do primeiro nome). E ele chama isso de aprendizagem social, se não me engano (os leitores psicólogos me corrijam, se eu estiver falando besteira). Mas, por mais que seja difícil criar a cultura corporal, não é impossível. Eu e quem tiver sido criado sem ela, só terá que se esforçar BASTANTE. Mas tenho FÉ que conseguiremos! Eu pelo menos (só posso falar de mim), já estou conseguindo, apesar das minhas fases!!!Cara, eu falo pra CARAMBA. Só uma constatação.

Uma outra coisa que tem acontecido comigo freqüentemente é eu pensar em fazer alguma coisa, e quando me percebo, estou fazendo outra. Às vezes penso assim: " vou sentar pra trabalhar no computador hoje, depois vou passar roupa, etc." E quando dou por mim, estou fazendo coisas completamente diferentes das que me propus no meu planejamento mental.. Acho isso engraçado! Eu ,como uma autêntica "cabeçuda" (aquela que tenta se enganar achando que tem o controle da sua vida pela mente) tomando olé do meu corpo! Acho engraçado e acho saudável, porque se afinal, acabei fazendo outra coisa do que eu tinha pensado e me programado em fazer, é porque essa outra coisa estava mais conectada com o que eu necessitava fazer e não com o que eu "deveria" fazer. E tenho deixado isso rolar solto, não tenho me cobrado quando isso acontece. Que bom pra mim! Fico feliz com isso. Ser muito "cabeçudo" às vezes é aprisionante! Os "cabeçudos" que estiverem lendo isso me entenderão.

O que eu sei é que preciso aprender a ouvir meu corpo antes de ele gritar e se esgoelar por atenção. E acho que ouvir o corpo, é saudável pra todo mundo. Nem só ser "cabeçudo", nem só ser "marombeiro". Acho que podemos ouvir nossa mente (que no final das contas também faz parte do nosso corpo, apesar de ser encarado como um ente separado e etéreo) E o nosso corpo (com E maiúsculo mesmo, pra dar bastante ênfase). Vejam bem, é E e não OU. Não é preciso haver dicotomias nesse assunto. Cada um dos dois tem o que dizer e precisa de atenção e valorização em determinados momentos! Já dizia o ditado: "Nem tanto ao mar e nem tanto a terra!"

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

"Qualquer maneira de amor vale a pena/Qualquer maneira de amor vale amar"

Oi leitores queridos! Andei um pouco sumida porque estava com muitos afazeres profissionais e domésticos! Fiquei até com um torcicolo por causa disso! Mas agora já estou melhor. A música citada no título é "Paula e Bebeto" de Caetano Veloso e Milton Nascimento. Achei que essa estrofe encaixou bem no tema que vou abordar hoje. Estou lendo o livro "O Primo Basílio" de Eça de Queiroz. Há alguns anos, quer dizer há exatamente 22 anos (fiquei com medo agora) a Globo fez uma minissérie baseada no livro. Eu lembro que eu era pirralha, tinha 11 anos, mas como estudava à tarde, acabava dormindo mais tarde que os pré-adolescentes que estudavam de manhã ( lembro muito bem que com essa idade eu ficava p. da vida quando me chamavam de criança, eu era uma pré-adolescente!!!rsrsrsrs Que metidinha!).

Assisti  a minissérie e lembro muito pouco (acho já comentei com vcs da minha memória problemática) mas lembro que a Giulia Gam era a Luisa, a mocinha romântica, e a Marilia Pêra, a Juliana, uma das empregadas da casa, amarga, invejosa, com poucos escrúpulos e que só se vestia de preto (ou com roupas escuras).

A história se passa em Lisboa e foi escrita em 1878, mas é incrível como poderia se passar nos dias de hoje. O livro tem umas palavras que não se usam mais hoje em dia, que só pegando o dicionário mesmo pra saber o que é, e isso quase me fez desistir no início. Mas persisti e não me arrependi. De acordo com a introdução da edição que estou lendo (que é de uma dessas coleções de clássicos da Abril), com esse livro, o autor "ataca as falsas bases da moralidade lisboeta." Então tá.

Pra quem não conhece a história, o Basílio do título é primo e ex-namorado de adolescência da Luisa. Ela é casada com Jorge e  parece levar uma vida tranqüila com ele: o ama, é amada por ele, vivem numa casa confortável, recebem os amigos de vez em quando, etc. São uma típica família burguesa do século XIX na Europa. Até que um dia, Basílio volta à Lisboa e começa a se mostrar novamente interessado por Luisa. Ele é atraente, culto, viajado, sedutor...Ela resiste, até um dia que cede a tentação. E aí  a história se desenrola, tendo Juliana como vilã principal. Não vou contar mais, até porque não acabei de ler ainda (mesmo assim não ia contar pra não perder a graça se alguém for ler; eu particularmente ODEIO quando me contam o final de filmes, por exemplo). 

Li essa passagem e tive vontade de dividir com vcs e escrever um pouco sobre o tema. Neste momento do livro, o furor da paixão de Luisa e Basílio, dá uma aplainada, eles estão juntos há 3 meses, se vendo praticamente todo dia e ela começa a se questionar sobre os seus sentimentos. Leopoldina, que é citada abaixo, é uma amiga dela, que tem amantes seqüenciais:



"Mas que sentia de extraordinário agora? Bom Deus, começava a estar menos comovida ao pé do seu amante, do que ao pé do seu marido! Um beijo de Jorge perturbava-a mais, e viviam juntos havia 3 anos! Nunca se secara ao pé de Jorge, nunca! E secava-se positivamente ao pé de Basílio! Basílio, no fim, o que se tornara para ela? Era como um marido pouco amado, que ia amar fora de casa! Mas então, valia a pena?...

Onde estava o defeito? No amor mesmo, talvez! Porque enfim, ela e Basílio estavam nas condições melhores para obterem uma felicidade excepcional: eram novos, cercava-os  o mistério, excitava-os a dificuldade...Por que era então que quase bocejavam? É que o amor é essencialmente perecível,  e na hora em que nasce, começa a morrer. Só os começos são bons. Há então um delírio, um entusiasmo, um bocadinho do céu. Mas depois!...Seria pois necessário estar sempre a começar, para poder sempre sentir?...Era o que fazia Leopoldina. E aparecia-lhe então nitidamente a explicação daquela existência de Leopoldina, inconstante, tomando um amante, conservando-o uma semana, abandonando-o como  um limão espremido, e renovando assim constantemente a flor da sensação! - E pela lógica tortuosa dos amores ilegítimos, o seu primeiro amante fazia-a vagamente pensar no segundo!"

OBS: Grifo em itálico do autor, grifo em negrito, meu.



"É que o amor é essencialmente perecível, e na hora em que nasce, começa a morrer. Só os começos são bons." Essas duas frases me chamaram bastante a atenção. Primeiramente, achei que o autor ao dizer amor, quis dizer paixão, pois o que ele descreve é o nítido processo de se apaixonar. Não sei se todo mundo faz essa divisão. Pode até ser que tudo seja amor, sim, mas então existem tipo de amores diferentes, ou o amor se transforma com o tempo, ou as duas coisas coexistam. Ai, sei lá, só sei que arranjei um tema difícil pra escrever. No final das contas, a nomenclatura é algo muito pessoal.

Por um lado, concordo que o amor (de qualquer tipo) seja perecível sim. Se a gente não cuidar, dá zebra, definha. Mas essa é uma outra interpretação que estou fazendo em cima da frase do autor. Acho que a personagem está se referindo neste ponto ao tipo de amor que eu definirei aqui como paixão, tanto que sua próxima frase é  a seguinte: "só os começos são bons". Realmente o começo de uma paixão (seja por um homem, uma mulher, um filho, um trabalho, e tantas outras coisas mil a que estamos sujeitos de nos apaixonar) é um momento inebriante. É como ver o mundo com lentes cor-de-rosa, só vemos as partes boas das pessoas ou  coisas; e, se por um acaso, nos deparamos com coisas não tão agradáveis, tratamos de maquiá-las rapidamente, jogá-las pra baixo do tapete ou fazer "ouvido de mercador". Ficamos energizados, bonitos, radiantes. O desconhecido,  a novidade tem um apelo imensurável. Mesmo que traga junto uma ansiedade e  um medinho...Ou medão! Rsrsrs... Acho que uma das razões para isso acontecer é que o novo traz com ele um milhão de possibilidades. É meio como se fosse aquele lance de Matemática, Progressão Geométrica? Não tenho certeza se é isso, sempre fui péssima em Matemática, mas acho que é...Ou será Aritmética? Deixa pra lá....

É como se o foco da nossa paixão trouxesse junto com ele um leque de chances para nós nos reinvertarmos, para sermos diferentes do que somos hoje, para resgatarmos a nossa mania de idealizar as coisas e as pessoas, para voltarmos a sentir de forma intensa a vida...É, se apaixonar é realmente gostoso...Mas acho que realmente as paixões tem prazo de validade. Pois chega uma hora em que o tempo e o convívio com o foco da paixão se encarregam de transformar as coisas...Na minha opinião, ou ela vira amor ou acaba. Mas existem também as paixões interrompidas, essas podem demorar uma eternidade pra ir embora ou ficar sempre sendo aquela pedra no sapato...

Ao mesmo tempo, se fizermos um contraponto com o amor, onde o desconhecido já virou conhecido (mas não totalmente, é sempre preciso lembrar que falando de pessoas, bichos e plantas, pelas condição de sermos seres vivos, somos sujeitos a mudanças, transformações e comportamentos imprevisíveis dependendo das circunstâncias), o sentimento já é vivido de uma forma mais amena, sem tantos arroubos, o coração ao invés de bater aos pulos, bate sereno... É  também um sentimento maravilhoso de se sentir...Cada um tem o seu valor.


Falando de relacionamentos amorosos, acho que as pessoas escolhem (mesmo que não tenham consciência disso) qual desses sentimentos querem que esteja mais presentes nas suas vidas: tem gente, como por exemplo Vinicius de Moraes, que escolhe viver sempre apaixonado; quando acaba o sentimento de paixão, parte em busca de outra, e depois outra e assim sucessivamente. E é feliz assim. Ou não. Já outras pessoas preferem que amor prepondere em suas vidas: então, aprendem a enfrentar a transição da paixão para o amor, ou já escolhem uma pessoa que amam para dividir suas vidas. Não que essas categorias sejam fixas, pelo resto da vida, acho que as pessoas podem mudar de lado em qualquer momento das suas trajetórias. Aliás, nem gosto muito de falar em categorizações, pois isso implica em dizer que as pessoas "são" (do verbo ser) , e por mais que possamos manter determinadas características por muito tempo na vida (ou até por toda ela) acho que pensar assim aprisiona, reduz  e minimiza a possibilidade das pessoas deixarem de ser o que não é mais interessante, necessário nem produtivo pra elas. Gosto mais de pensar em "estados" (do verbo estar), que podem ter durações variáveis...Acho que isso limita menos...

Há um terceiro tipo, já que resolvi fazer categorias: as que querem o que tem de melhor nos dois lados: querem ter o amor e paixão nas suas vidas, ao mesmo tempo. É como se uma cereja do bolo fosse pouco, elas querem as duas cerejas dos dois bolos. Nada contra nem a favor, que fique bem claro, cada um sabe o que faz da sua vida, dos seus sentimentos e das suas relações e assume a sua responsabilidade por tudo isso. Querem o que o amor tem de bom e o que a paixão tem de bom. É uma escolha também, mas como geralmente o foco do amor é uma pessoa e o foco da paixão é outra, isso pode acabar gerando sentimentos conflitantes e conseqüências sofridas para todos os envolvidos, cedo ou tarde. Quer dizer, em todos não sei. Acredito que tenha gente que conviva bem com isso, que não fique atormentada por amar um e ser apaixonado por outro. Que ache que é assim que a vida deve ser vivida. Outros não, podem sofrer por estarem divididos. Já aqueles que se considerarem traídos ou substituídos, ao descobrir da existência de uma terceira pessoa na sua relação, podem "cair do cavalo", sofrer muito, se sentirem menosprezados, sem valor ou atrativos, etc. Outros podem acabar entendendo a situação (até esses mesmos, que acabei de citar, depois de um tempo) e resolverem continuar com a relação, porque sentem que ela vale a pena, apesar dos pesares...Entre outros tipos de reações. Não dá pra listar todos aqui, levaria uma eternidade e ainda ia esquecer algumas.

Existem também as combinações, onde todos estão de acordo com as regras do jogo, são os chamados atualmente de "relacionamentos abertos". Visualizei agora, um quarto tipo que ainda não tinha pensado: aquelas pessoas que geralmente tiveram experiências dolorosas com o amor e com a paixão e que resolvem se fechar para os dois. Geralmente, se relacionam de forma superficial, e ao mínimo alarme de surgimento de um desses dois sentimentos abandonam o barco, vão embora correndo, pra se defender e se preservar. Ufa! É, esse é um assunto que dá pano pra manga. Dá pra escrever ainda vários posts sobre ele, abordando outras facetas que eu não tenho como abordar aqui agora. As pessoas são complexas pra caramba! E os seus sentimentos e formas de se relacionar, mais ainda... E é essa complexidade e diversidade que me encanta no ser humano...Essa pode ser a simplória conclusão desse post! Um beijo e até mais!

Box com a minissérie da Globo

Filme

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Que venha o Sol!!!!

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Que dia lindo fez hoje aqui na terra da chuva, formalmente conhecida como Paraty!!! São Pedro mantenha esse tempo no final de semana, please! Sol me anima, me dá energia, me fortalece!!! Sei que a chuva é necessária e boa também, mas nada como uns dias azuis e ensolarados para iluminar a minha alma e me dar ânimo de viver!

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Ontem, 18/11/2010, sob o signo de Escorpião (signo das emoções hard rocks), se iniciou o contrato de locação do MEU CONSULTÓRIO!!! ÊÊÊÊBA!!!! Tô bastante feliz com isso, é um sonho realizado, ter o meu próprio cantinho de trabalho, que vou decorar com a minha cara e com a minha vibe! Tô com medo também, não vou negar, estou me arriscando legal, mas como falei pra minha prima Dani , esse ano já está marcado como um ano de grandes mudanças e grande riscos, então tô metendo a fuça! Ou como falei pra outra Dani (essa amiga-irmã) eu não cometo quase nenhuma loucura, mas também quando resolvo cometer, sai de baixo...É casar com cinco meses de namoro, sair de emprego público e estável para atender em consultório, abandonar emprego, amigos e família para mudar para uma cidade nova, a parada quando rola é punk!!!Rsrsrs Hoej estou bem feliz!  E Deus, Gaia, os Orixás, Jah e todos os Espíritos de Luz que me acompanhem nessa nova e difícil empreitada! Amém!

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É engraçado perceber que quando a gente está com o foco em alguma coisa nossa atenção se volta pra tudo que é relacionado ao que estamos pensando. Desde que decidi pintar o consultório e comecei a freqüentar assiduamente o site da Suvinil e da Coral para usar o simulador de cores (recomendo para quem for pintar algo, é muito legal, vc escolhe o ambiente e fica jogando as tintas na parede pra ter uma idéia como vai ficar!Fiquei frenética!!!Rsrsrs) passei a reparar nas cores de todas as paredes que vejo! Na televisão, na rua, reparo em várias casas e paredes que nunca tinha parado pra perceber! Esses sites ajudam a escolher a cor, mas também te confundem um pouco porque a profusão de cores é enorme! Escolhi váááárias...Depois tive que peneirar e cheguei a duas cores: uma da Suvinil e uma da Coral, bem parecidas. Se alguém for usar o simulador, só é bom lembrar que um vendedor me disse que é sempre bom olhar a cartela na loja, porque a cor na tela pode ficar um pouco diferente. Outra dica é que algumas lojas vendem pequenas latas, que eles chamam de "teste" para vc passar na parede e ver se a cor que vc quer é aquela mesma. Ah, outra coisa que aprendi é que a tinta acrílica é mais duradoura (e cara) do que a latex. Chega desse papo agora, porque quem não for pintar nada, já deve estar entediado! Depois que estiver tudo pintadinho vou tirar uma foto e postar aqui pra vcs verem!

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Para os noveleiros de plantão: Amei o vestido de noiva da Marcela (Isis Valverde) da novela "Tititi". Simples e lindo. Vou procurar a foto na internet  e guardar, já fiz isso com uns três vestidos que apareceram em novelas. Assim tenho inspiração para o dia em que for fazer o meu!

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Vi o filme "Preciosa" inspirado no livro que contei um pouco pra vcs em um dos posts passados. Gostei, mas preferi o livro. Geralmente isso acontece comigo. Gosto dos detalhes das histórias, e nesse ponto os livros são imbátiveis. Além de vc poder imaginar os personagens, cenários, ir lendo aos pouquinhos, ou de uma talagada só...Só os livros me deixam com um vazio quando os acabo. E eu adoro filmes hein, que fique bem claro. Acho que os livros deixam um vazio porque a gente cria uma relação com eles muito íntima, eles ficam convivendo com a gente ali, nas nossas cabeceiras (e depois nas estantes, quando são nossos) por um tempo, têm corpo, cheiro...Quando o livro é bom, essa falta bate bastante forte em mim logo que o acabo...E o que fazer com esse banzo?A saída, pra mim, pelo menos, é procurar outro e começar tudo de novo!

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Fui no mercado hoje comprar uns víveres para o fim de semana (pois agora moro na roça e o mercadinho aqui perto é caro demais) e esqueci dois itens essenciais: biscoito de polvilho tradicional "Vale D'Ouro" (umas das sete maravilhas do mundo, na minha opinião, simplesmente AMO esse biscoito) e uma cervejota pra terminar a sexta numa relax. Só me lembrei quando saí do mercado, lotada de bolsas (como tenho o hábito idiota de fazer...)Aliás, hoje me deu uma saudade de beber uma cervejinha com as minhas amigas no final da tarde, o dia estava tão bonito aqui em Paraty...Por um minuto queria que todas elas morassem aqui perto para que pudéssemos ter feito isso...Quando estiver aí no Rio, vou chegar sedenta hein meninas, me aguardem!

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Ahhhhhhhhhhhhhh, não consigo parar de escrever!!!!!!!! Minha mente borbulha de idéias! Que coisa boa! Eu adoro!!! Mas agora vou parar. Tô toda torta escrevendo aqui no sofá. Em breve estarei na área novamente! Tchau!

Voltei!

Olá para todos! Estou feliz de estar escrevendo de novo. Há 7 meses não dou as caras por aqui. Muuuito relapsa. Dei uma abandonada feia no blog. Mas pra mim foi necessário. Mudei de cidade e de vida em junho e precisei canalizar minha energia para todo esse processo. Que foi beeem radical. Agora, passados 5 meses, já me sinto bem mais adaptada a minha nova vida e ao lugar que moro. É tanta coisa nova pra contar que nem sei por onde por começar. Pra começar, posso dizer que o meu ano foi um até junho e outro depois. Minha vida deu uma volta de praticamente 360º, aconteceram tantas mudanças (dentre elas algumas fortes cacetadas) da metado do ano pra cá que  já estou me tornando uma expert em adaptação ao novo, ao inesperado, ao diferente. Mentira. Ainda falta muito pra eu me tornar uma especialista nisso. Aliás acho que do jeito que sou desesperada e ansiosa (pra quem me conhece e nunca viu essa faceta minha, confesso que disfarço bem), esse dia ainda tá longe de chegar...Se chegar...Mas tô aprendendo, ah isso tô...Esse ano  quando eu fizer meu balanço de final de ano (que aprendi com a minha querida ex-terapeuta, depois posto aqui como se faz, é muito legal), ele vai ter dois lados: o lado A (janeiro a junho) e o lado B (junho a dezembro). O Natal já tá chegando, vocês já se deram conta disso? 2010 pra mim foi um ano marcante...Mas estou botando o carro na frente dos bois, o fim do ano ainda não chegou,  e esse balanço vai ficar para um post em dezembro já que agora estou com a firme convicção de retomar meu blog seriamente! Seriamente é uma palavra muito pesada às vezes não? Acho que para um blog, como o meu, que é um mero prazer individual, essa palavra não se aplica. Vou me comprometer com o que posso: escrever aqui enquanto tiver algo que eu ache interessante compartilhar, enquanto for gostoso escrever sobre a minha vida e as coisas que vejo no mundo, enquanto eu tiver VONTADE de escrever. Agora sim. Gostei desse compromisso que firmei.

Na verdade, tô ensaiando essa retomada do blog há um tempo. Aliás, isso diz muito sobre o meu jeito de fazer as coisas na vida. O que nem sempre é bom. Às vezes fico esperando tanto o momento "perfeito" chegar pra fazer algo, que acabo não fazendo nada ou adiando muito coisas que poderiam ser mais simples. Aí quando de repente resolvo tomar uma atitude e "meter a mão na massa," me pego me perguntando:
"-Mas porque diabos demorei taaaaanto pra fazer isso caramba????". Cozinhar, outra coisa que adoro, quase não estava fazendo também, só o básico necessário à sobrevivência...Agora, tô retornando, buscando receitas novas, prestando atenção nos alimentos que tenho em casa para ter idéias diferentes de pratos...Que bom. Fico feliz com isso. Hoje mesmo fiz um bolo de banana muito gostoso. Me sinto meio bruxa cozinhando, gosto de misturar os ingredientes, é uma alquimia total pra mim.

Acabei de ler o livro "Julie e Julia" de Julie Powell, que inspirou o filme do mesmo título, com a Meryl Streep e acho que ele também me influenciou bastante a voltar ao blog e a cozinhar. Ano passado vi o filme, e é bem legal também apesar de ficar um pouquinho arrastado em alguns momentos. Um resuminho básico da história (que é verídica): Julie, uma secretária do serviço público americano que se mudou para Nova York sonhando ser atriz, está frustrada e insatisfeita com sua vida profissional. Apesar de ter um marido maravilhoso (e suuuuper paciente, diga-se de passagem), está chegando perto dos 30 anos (o que também é motivo de crise e reflexão pra ela), e sente que  precisa de algo que a tire do marasmo, da mesmice que se tornou a sua vida. Um dia resolve se impor um desafio: preparar em um ano as 524 receitas do livro "Mastering the Art of French Cooking" de Julia Child, uma americana que descobriu sua paixão e talento para a culinária com 37 anos quando morou na França no final dos anos 40. Julie resolve fazer um blog e ir dividindo a sua saga com os seus leitores. Após o seu desafio ter terminado, Julie foi convidada a fazer um livro sobre a sua experiência e se torna uma escritora, deixando pra trás a frustração e a falta de perspectivas que tinha em relação ao seu trabalho. Resumi bastante o enredo, o filme conta também a vida da Julia Child , já o livro, é mais voltado para as vivências de Julie enquanto realizou seu "Projeto Julie/Julia" (assim ela intitulou sua odisséia). O que gostei bastante tanto no livro como no filme, apesar que no livro ficou mais claro pra mim, foi essa idéia do desafio, de mudar o "status quo", de se aventurar, e de se permitir errar e se desesperar quando as coisas dão errado, mas não desistir por isso...Me identifiquei em algumas passagens, quando ela por exemplo tem crises de choro e surta porque o que está cozinhando deu errado (abafa o caso mas isso já aconteceu algumas vezes comigo)...Mas Julie, apesar de se desesperar não se deixa abater: pega de novo os ingredientes e repete a receita! Isso pra mim foi bastante inspirador não só pra aplicar na cozinha, mas na vida. Eu tenho  a mania de tudo o que faço tem que ficar bom de primeira. E isso não é nada saudável. Porque quando eu erro, ou faço algo ruim, fico numa frustração tremenda...Mas estou mudando e aprendendo a ser mais benevolente comigo mesma. Os pães são um bom exemplo: aqui em Paraty, fiz uns dois e saíram meio esquisitos, não cresceram. Depois que li o livro, falei: "-Vou fazer pão de novo!" E o primeiro que fiz, ficou esquisito também. Só que ao invés de eu ficar mais alguns meses sem fazer outro, na semana seguinte, resolvi fazer de novo. E não é que esse ficou uma delícia? Enquanto preparava, vi logo que o fermento espumou bastante e pensei: "-Acho que esse vai dar certo!" E deu mesmo! Assim como poderia ter dado errado de novo, por algum motivo...Mas acho que o moral da história é não deixar de persistir, de se esforçar e de acreditar, que uma hora, mesmo que demore a coisa acontece, vai, deslancha! Fico por aqui hoje! Um beijo no coração de vocês.



 

domingo, 28 de março de 2010

Eu e o Tsunami, o Tsunami e Eu

Há quanto tempo não escrevo! Essa semana foi uma correria danada, não parei quase, e nos poucos momentos que parei, foi para descansar, sair ou ficar de bobeira mesmo... O final de semana, foi bem legal...Sexta, fui tomar cerveja com amigos muito queridos...Sábado e hoje fiquei em casa com o Lu...Agora pensando este pode ser um dos próximos capítulos daquele série que inaugurei ("Das coisas que tenho gostado de fazer", lembram? Que por sinal, só escrevi o chapter one...). Ficar em casa. Eu tenho gostado muuuuuito disso. Acho que muito em parte por a minha casa, ser um cantinho muito gostoso...Não que não goste de tomar com cerveja com os amigos, hein ciumentos de plantão???Rsrsrs Mas gostar disso, não é nenhuma novidade pra quem me conhece...Já gostar muito de ficar em casa é uma coisa relativamente nova...Mas esse chapter two vai ficar pra depois (acho que tenho um pouco de mania de adiar as coisas né? Já lancei vários temas aqui que disse que ia escrever em outro momento e até agora nada...).Vou botá-los na minha listinha (adoro listas, não sei se já disse isso pra vocês) de temas para o blog...Então vamos lá...Ontem assistimos "2012", aquele filme que fala que o mundo vai passar por uma série de catastrófes daqui há 2 anos...Quer dizer, falando a verdade, eu só assisti algumas partes..Porque em outras eu dormi bonito! Achei o filme chato. Acordei mais nas horas que o mundo todo começa a ruir, pra ver os efeitos especiais. Mas o fato é que fiquei esperando um tsunami de verdade aparecer na tela, e não apareceu porra!!! Queria ver a onda gigante, imensa, mas isso eles com toda a tecnologia que utilizaram para fazer o filme, não fizeram!!! Tem tsunami, mas não apareceu a "onda" que eu queria ver! Logo, apelei para a minha imaginação e pensei numa cena:

(Tahiti. Praia paradisíaca. Céu de brigadeiro.Um casal, Mary e John, em lua de mel, toma sol, após um farto e diversificado café da manhã no bangalô rústico que escolheram para comemorar sua recente união. Eles resolveram se desligar do mundo nesses dias, seus celulares estão desligados, o laptop ficou em Boston, televisão, nem pensar! Após um quinze minutos, o sol, começa a incomodar Mary. Sua pele, branca que nem leite, arde. Ela resolve passar novamente seu bloqueador solar com FPS 60. E é nesse momento, quando abre os olhos e senta, que percebe que alguma coisa está diferente. Aliás, está muito diferente. A extensão de areia da praia aumentou dezenas de vezes. E a água do mar, sumiu. Ela cutuca Jonh freneticamente, com a esperança que ele tenha alguma resposta consoladora para o que está acontecendo. John levanta de supetão e não acredita no que está vendo. A praia, que já estava deserta, agora é praticamente um ambiente inóspito. Um silêncio estranho paira no ar. A brisa fresca que refrescava seus ânimos, foi embora de repente, como se fosse expulsa por algo. Os dois ficam alguns segundos imobilizados, olhando pra frente, esperando que alguma alma viva apareça para milagrosamente salvá-los do que esta por vir. John num ímpeto animal de sobrevivência, puxa Mary e começa a correr desesperadamente para o hotel. Como se suas pernas curtas e roliças pudessem ajudá-lo neste momento. Mas o hotel, está longe demais. Mary pensa que queria ter asas. Para voar pra Boston, para sua terra, sua casa, sua mãe. E os dois correm, em pânico, gritando ao mesmo tempo por socorro, mas nada nem ninguém poderá evitar que sejam tragados pela onda gigante que se forma no horizonte. Como se percebessem que todo suor, os batimentos acelerados e a fome de viver são totalmente dispensáveis neste momento, eles param, se viram para a praia e encaram a onda. E ao encararem a onda, encaram a morte. Frente a frente. E é ém uma fração de segundos onde tentam em vão, apelar para um ser supremo, que a onda quebra com toda a sua estupenda força devorando, Mary, areia, árvore, sonhos, bangalô, coqueiro, John, esperança, bicho que não fugiu pro mato, lua de mel, promessas, vida...FIM)

Que doideira que saiu essa cena! Não era assim que eu tinha pensado, não, com todos esses detalhes. Pensei numa coisa mais visual, mais filme mesmo. Ficou meio trágico. Mas eu gostei. O negócio é que o tal do tsunami mexe comigo. Esse lance da onda gigante. Talvez algum psicanalista possa me explicar o porquê. Já ouvi muito falar que o mar simboliza o nosso inconsciente. Eu sonho muito com mar, com praia. Mas já que o filme não fez a cena que eu queria, eu inventei a minha, porque não? Vou indo agora, que a vida real está batendo ali na porta, me dizendo que eu tenho uma pia imensa de louça pra lavar!!! Até!

PS: Esse post está propositalmente sem foto, para que cada um possa criar a sua imagem interna de tsunami. Não estou doida não, estou empolgada mesmo! Rsrsrs

sexta-feira, 19 de março de 2010

Eu + Você = Nós


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Realmente esse nosso governo do Estado é uma piada...De mau gosto...Vocês viram a solução miraculosa que eles arranjaram para os problemas que a população tem enfrentado no metrô? Abaixar o preço da passagem de R$ 2,80 para R$ 1,50 das 5 às 6 da manhã!!!!!!! Em vez de colocar mais trens para rodar agora quer dizer que o trabalhador que rala o dia inteiro vai ter que acordar antes do galo cantar para ter direito a um transporte decente???? Fiquei INDIGNADA. Isso dito, que muitas vezes, os trabalhadores já acordam cedo pra caramba para estar no metrô às 7 da manhã, pois muitos tem que pegar primeiro um ônibus ou um trem para chegar até um local onde exista uma estação de metrô...Ou seja, isso pra mim, é PALHAÇADA. Me deu muita, mas muita raiva mesmo ver o Júlio Lopes (nosso "dignísssimo" Secretário dos Transportes) ontem no RJTV falando dessa nova "promoção" como se fosse uma verdadeira melhoria para a vida da população que anda "enlatada" que nem sardinha nos vagões do metrô e sufocada embaixo da terra (porque agora em vários vagões o ar-condicionado simplesmente não funciona!)

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Acabei de ler "Preciosa". É maravilhoso. Apesar de muito triste e chocante, como já tinha adiantado para vocês, é muito bonito também ver a transformação que a personagem principal, a Precious, sofre depois que entra em uma instituição de ensino para jovens e adultos que não são alfabetizados (o que é o caso dela) ou que tiveram que abandonar a escola por variados motivos. E o mais interessante, pelo menos pra mim, foi ver o quanto as relações humanas são imprenscindíveis para o nosso bem-estar, tanto emocional quanto físico. A partir das relações que ela fez nessa nova escola, com a sua professora (Blue Rain, o nome dela; adorei esse nome!) e com as colegas de classe (estas tinham histórias de vida tão doídas quanto a dela; e de colegas, passaram a ser suas amigas de verdade) aprendeu a ler e a escrever, fortaleceu sua auto-estima, passou a acreditar que poderia ter uma vida diferente da que levava até então, a confiar em si mesma, a saber o que é ter uma amiga para compartilhar dores e alegrias, enfim, nessas relações ela encontrou APOIO, RESPEITO, RECONHECIMENTO, INCENTIVO e AMOR. Sentimentos que pra muitos de nós, estão presentes nas relações familiares e de amizade. Pra outros, nem tanto. Para Precious Jones, ISSO era TUDO que ela sempre quis ter. E só apanhava da vida. Cada vez mais. Mas, enfim a vida (e as pessoas que passaram pela sua vida) acenou com possibilidades diferentes para Precious. E elas as agarrou. Com unhas. E dentes. Enfim, uma das coisas que tirei desse livro é que por mais que o individualismo pós-moderno tente nos enfiar goela abaixo, a idéia de que os seres humanos podem viver sozinhos, que para ser feliz, para se ter sucesso, basta querer e lutar arduarmente por isso (no estilo "The Secret"), precisamos das outras pessoas. Sozinho, não se vai a lugar nenhum. Vejam que não estou menosprezando a nossa parte na história, o nosso querer, o nosso esforço, etc. Só estou dizendo que só isso não basta. Que juntos, tudo fica mais colorido, mais fácil, mais vivo, mais justo, mais compartilhado, mais alegre, mais humano mesmo. Se nós, aliás, QUANDO nós (pois apesar de ser pessimista, agora estou otimista que esse quadro pode mudar; e nisso, Luiz Americo com o seu otimismo e idealismo gritantes tem sido uma ótima influência pra mim), formos mais NÓS e não tantos EUs sozinhos, espalhados por aí, o mundo há de ser um lugar bem melhor para se viver...


sexta-feira, 12 de março de 2010

Homenagem póstuma


Hoje serei breve. Tentarei pelo menos. Como diz o ditado "tentar não custa nada". Chega de enrolação. Ontem fiquei sabendo que o Corey Haim morreu. Com 38 anos. De overdose. Fiquei triste. Corey Haim foi um ator muito presente na minha adolêscencia. Vi vários filmes dele. Lembro de "Sem Licença para Dirigir", uma comediazinha romântica, bobinha, bobinha, mas que pra mim, com 12 anos, era o máximo. Esse eu lembro que vi no cinema, com a Denise e a Michelle, duas amigas da escola na época. No Roxy, em Copacabana. Quando era uma sala só, gigantesca, linda, toda antiga. Cara, agora sem querer lembrei do Arthur Xexéo, aquele colunista que era do JB há muitos anos e agora não sei mas onde ele está. Mas sei que os últimos textos que li dele, sempre tinha referências ao passado. Será que tô ficando estou com a "síndrome de Arthur Xexéo"? Rrsrs Eu acho é que tô ficando véia e como já disse, sou bastante saudosista...E "Bala de Prata" , do lobisomem??? Ele correndo naquela cadeira de rodas elétrica na estrada é uma cena que me lembro agora... Muito bom! Eu era vidrada em filmes de terror, com 12, 13 anos. Sthephen King era tudo pra mim! Acho que eu gostava de testar meus limites de sentir medo, sei lá...Corey Haim atuou em "The Lost Boys" também, que é um clássico, mas sabem que esse não lembro se vi ou não?

Enfim, fiquei triste com a morte dele. Ainda mais da forma que foi. E tão novo. Agora tô me perguntando porque fiquei tão tocada com a morte dele, se nem o conhecia, se tanta gente morre todo dia levando uma vida com muito mais privações que ele, é tanta violência que nos ronda...Não sei dizer. E também não vou ficar procurando explicações para o que estou sentindo. Talvez a imagem que eu tenha dele na minha cabeça, seja a de um adolescente ainda, e por isso eu tenha ficado tão chocada. Sempre achei muito triste pessoas novas morrerem. Talvez ele tenha feito parte de uma fase da minha vida que tenho saudades de vez em quando. Uma época de descobertas, crises, dúvidas, afirmações...Sinto saudades da escola. Mas isso já é tema pra outro post...Eu sou uma saudosista incorrigível mesmo, não tenho jeito. Olha eu, procurando as explicações que falei que não ia procurar.
Corey, fique em paz aonde você estiver. Por hoje é só.

quarta-feira, 10 de março de 2010

A Danada da Autocrítica


Que saudade de escrever aqui!!! Esses últimos dias foram "punks", não deu pra parar direito, nem pra descansar...Hum... Sobre o que irei escrever hoje???Durante esses dias que fiquei sem escrever pensei em vários temas possíveis...Até fiz um arquivo chamado "temas blog" onde coloco as minhas idéias pra escrever depois! Vamos ver o que sai...

Domingo fui encontrar com uma amiga querida que não via há tempos e que foi morar na terra da garoa e cheguei mais cedo no local que tínhamos combinado. Eu tava aqui em casa, vi uma nuvem preta enooooorme se aproximando e fiquei com medo de caísse um temporal igual ao de sábado novamente. Então me arrumei correndo e saí. No caminho, liguei pra ela, avisando que já estava na rua e ela me disse que eles iriam se atrasar um pouco. Pensei: "O que vou fazer? ficar lá no bar, sozinha, esperando? Não fiquei muito afim de fazer isso. Já até fiz, e não caiu nenhum dedo meu por isso, mas realmente não era a minha vontade. Falei então: "Vou dar uma volta, ver o comércio e tal, e comecei a ficar atenta em que lugar eu poderia fazer uma horinha até ela e o marido chegarem. Pensei até em ir no supermercado, que vi que tinha ali perto, mas achei que isso seria um pouco demais (apesar de que era um Pão de Açúçar do Jardim Botânico né? Nesses mercados sempre tem coisas finas e chiques que nos Mundiais da vida não tem! Mesmo que eu não compre nada, gosto de ver essas coisas exóticas!). Eu gosto de ir no mercado, mas...
Vi uma livraria. E pensei: "É lá que eu quero ir!" Entrei. Livraria chique. No Jardim Botânico né? "Ponte de Tábuas". O nome. Da livraria. Tinha tempo que eu não entrava numa livraria e ficava de bobeira vendo os livros...Que gostoso! Fiquei folheando um, lendo a orelha de outro, e é claro que comprei dois. Eu até que estou numa fase super controlada de gastos, não que eu seja gastadeira, não sou não, mas estou me contendo bastante nesse momento, porque a grana tá curta...Eu sou do tipo que prefiro não ir em lojas e afins só pra ver quando tô com pouco dinheiro, porque isso pra mim é masoquismo! Mas voltando, comprei o seguinte: "Preciosa" e um de contos da Clarice Lispector, "Clarice na Cabeceira". Sempre quis ler algo da Clarice, e achei que esse livro poderia ser uma boa maneira para eu conhecer o jeito que ela escreve. E comecei a ler compulsivamente o "Preciosa", até porque quero ver o filme, mas decidi que iria ler o livro antes. Adoro filmes, mas quando a história que deu origem ao roteiro do filme é um livro, prefiro lê-lo antes. Acho que principalmente pelo livro dar mais detalhes (eu adoro detalhes) e por eu poder fazer uma imagem própria dos personagens e dos lugares em que eles vivem e passam. Neste caso específico, a imagem da "Preciosa" já estava pronta na minha cabeça, pois já vi fotos da atriz que protagoniza o filme em vários lugares (inclusive na capa do próprio livro). Mas mesmo assim resolvi ler primeiro o livro. A história é barra pesada. Forte, indigesta em alguns momentos, mas emocionante e sensível demais também.
Não terminei de ler ainda. Até porque esqueci o livro no lugar onde faço umas entrevistas algumas vezes por semana e ainda não fui lá de novo resgatá-lo. Cabeça de vento! Que situação! Estava já na parte final...Buáááaáá...Agora já me acostumei com isso. Mas no primeiro momento quis me auto-trucidar!!!Rsrsrsrsrs Tô rindo pra não chorar, a minha autocrítica é cruel, cruel, ela me detona inteiramente. Depois de ficar um tempo me chamando de idiota, de imbecil entre outros nomes pejorativos, falei pra mim mesma: "É esqueci, tava amando ler a história sim, queria terminar o livro logo sim, mas fazer o quê???" Dane-se autocrítica, vai plantar coquinho em outro lugar!!! O máximo que posso fazer, é se não tiver outra entrevista até sexta, ir lá pegar o livro e pronto! Ponto final! Chega de ficar me esculhambando por não acertar sempre e ser a senhora perfeição! Isso é nocivo demais!!! Eu não mereço! E falei: "Vou ler o livro da Clarice, depois eu termino de ler o "Preciosa"!" Só que eu estava tão cansada que só consegui ler a introdução, já meio capotada...Depois quando eu ler, conto pra vocês. E é isso, gente, se algum de vocês, meus leitores queridos, sofre também por ter uma autocrítica megera, dá um chega pra lá nela, põe ela no lugar dela pra ela ver o que é bom pra tosse! Aliás, acho que "chega pra lás" são um bom antídoto para muita coisa que anda esquisita na nossa vida! Só temos é que sair da passividade e tomar uma atitude!!! E viva a revolução!!! (Empolgação máxima agora). Como falei para uma cliente minha outro dia, que também tem uma autocrítica ferrenha, o negócio é fazer que nem a personagem daquele anúncio do "Veja Limpeza Pesada", e falar "Xô, neura!" (Pra quem não viu este comercial, é o seguinte: uma mulher, depois de limpar a casa toda, deita no sofá pra relaxar. Aí surge a "neura da limpeza" (uma mulher toda descabelada, com roupa de faxina, pano sujo e rodo na mão) como se fosse aquele diabinho ou anjinho que aparecem dentro do nosso pensamento para nos influenciar positivamente ou negativamente a fazer alguma coisa. E a "neura da limpeza" quer influenciar a mulher que a casa ainda tá suja, que ela não limpou direito, e blá, blá, blá..Pura pentelhação. Nisso a mulher se rebela, e diz: "Saí pra lá neura, não tem sujeira nenhuma aqui! (Algo assim, não lembro as palavras direito; Claro que não tem, porque ela usou "Veja Limpeza Pesada", é isso que o anunciante quer dizer). E a "neura da limpeza", puf!!!! Desaparece!!! ).
Analogias a parte, o que quero dizer é que autocrítica demais enche o saco e emperra a vida. Em doses moderadas, é super recomendável, eu sei que nunca vou deixar de ter bastante autocrítica em tudo o que faço, é o meu jeito, é gosto disso em várias situações. Mas não em todas. Sou humana, porra! Estou sujeita a errar, esquecer, pagar mico, fazer merda, entre outras coisas! (Desculpem os palavrões, foram necessários para eu dar a ênfase que eu queria). Isto é VIDA. Com letra maiúscula mesmo. Isto é ser GENTE DE CARNE E OSSO. Com letra maiúscula também. E não o Sr. ou a Sra. Perfeição, que deixam de aproveitar a vida se martirizando pelos erros que cometeram e gastando muitas das suas energias para não errar no futuro! Eu estou lutando contra a minha Sra. Perfeição interna, aliás não luto contra ela, luto para que ela saiba que ela não sou EU, que ela faz parte de mim, mas que não pode ser tão autoritária, chata, dura e pouco divertida como é! Aliás, pensando melhor, ela até pode ser isso tudo, senão ela não seria a Sra. Perfeição, o que ela não pode é ficar me azucrinando quando ela quer, eu é que domino essa dona, eu é que tenho que ter as rédeas de quando ela vai aparecer ou não!!! Cabresto nela!!!Rsrsrsrs Brincadeiras à parte, acho que o negócio mesmo é esse: aprender a reconhecer quando a autocrítica pode ser benéfica e quando ela pode ser prejudicial a nós mesmos. E isso é muito particular e pessoal. De posse desse conhecimento, o próximo passo é aceitar e agradecer sua presença quando ela nos ajuda e mandar ela embora quando nos atrapalha. Falando assim, parece fácil né? Como uma receita de bolo. Eu sei que não é. Vivo isso na carne. Mas se não tentarmos mudar a nós mesmos, o que será de nós? Seremos os mesmos pra sempre? Que chatice e sofrimento, eu não quero isso pra mim! Tchau gente, esse post, já está enooooorme!!!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Vida de bicho





Eu confesso que às vezes tenho uma inveja ferrada dos meus gatos, principalmente da vida que eles levam. É um tal de dormir pra cá, comer pra lá, dormir mais um pouco, comer mais um pouco, brincar um pouco com uma bolinha de papel alumínio, entrar numa caixa ou num armário que está aberto, dormir mais um pouco, tomar uma aguinha, tomar um banho de língua, ficar viajando nos pombos que passam voando, dormir mais um pouco, tomar um solzinho, brincar com qualquer fio que balance, dormir mais um pouco...Essa vida de gato é meio baiana né não?

É engraçado que essa inveja se manifesta nos momentos em que estou mais atarefada, no meio da correria, cheia de coisas pra fazer, sem conseguir me organizar direito. Aí olho pros dois, lá no cantinho deles, geralmente tirando uma sonequinha e penso: "Ah, como eu queria ser uma gatinha agora, tudo seria tão mais fácil..." Lembrei que essa inveja também surge quando estou com problemas na cabeça, angustiada, achando tudo muito complicado (principalmente eu mesma), sofrendo...Vida de bicho é simples. Não tem caô nem chorumelas. É o que é. É preto no branco. Acho que se em determinadas situações da nossa vida fizessémos mais contato com nosso lado animal seríamos bem mais felizes, menos problemáticos, sem tantas neuras e angústias assolando nossas vidas. Esse é um dos motivos porque acho legal ter um bicho. Se prestarmos atenção neles, podemos aprender muito e simplificar bastante a nossa vida. Tudo bem, que o ser humano é complexo e contraditório pra cacete e que ser assim tem um lado bom e um ruim, mas também pertencemos ao reino Animal. E muitas vezes nos esquecemos disso e deixamos a nossa racionalidade "superior" nos dominar...E nos pirar também...Pensar e racionalizar demais o mundo, eu por experiência própria vos digo, não dá muito certo não. Dá um bando de complicação desnecessária...Eu cada vez mais gosto de bichos e me emociono de variadas formas com eles. Nosso "companheirinhos" nesse mundo tem muito a nos acrescentar só pelos simples fato de existirem e de serem tão diferentes da gente. E também por serem essas coisas gostosas de apertar e de fazer carinho também né? Pandora e Leon, meus gatos amados, esse post foi pra vocês. Obrigada por me influenciarem a querer encontrar mais vezes o meu lado bicho!

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É, a Cacau saiu do BBB...Se duvidar a Lia e o Dourado vão ser os finalistas do programa, pelo jeito que as coisas vão indo...PQP!

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Dica de filme imperdível: "O segredo dos seus olhos" (El Secreto de Sus Ojos). Está passando nos cinemas e concorrendo ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Simplesmente MARAVILHOSO!!!!! O filme consegue ter humor, aventura, drama, suspense, amizade e romance. Os personagens são muito bem construídos e interpretados pelos atores, passam uma humanidade incrível. Adoro filmes que você se identifica com os personagens, que você se vê refletido neles. É com o Ricardo Darín, um puta ator argentino que fez "O Filho da Noiva" (El Hijo de la Novia, 2001) outro filme espetacular, que vale a pena conferir também. Acabei de descobrir neste momento na internet que esses dois filmes são do mesmo diretor, Juan José Campanella. Tá explicado então! Acabei de virar fã do Juan.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Observações esparsas de dias chuvosos

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O que foi a Cacau do BBB botando talco em spray na boca ontem como se fosse aromatizador bucal????????kkkkkkkkkkk Ri muito!!!Essa manguaça era da boa!!!

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Fiquei completamente pasma com aqueles médicos que brigaram na hora do parto de uma moça e o bebê acabou falecendo...PQP!!!!!! E o pior foi ver um botando a culpa no outro com a maior cara lavada na tevê...Acho que se eu fosse essa mãe, quebrava a cara dos dois com requintes de crueldade...Este caso ilustra bem como a vaidade, o individualismo exacerbado e a falta de preocupação com o outro está presente de forma gritante em nossos dias....Que mundo é esse em que estamos vivendo, me digam????

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O tempo virou, tá frio, chovendo canivete, e o trânsito tá um caos! E o pior é que ontem meu gás resolveu dar pau e o meu marido foi viajar! Já estava achando que ia ter que penar hoje de manhã cedo tomando banho frio (odeio! Só no calorão mesmo é que tomo banho frio), praguejando pelos quatro cantos da casa que a Lei de Murphy é uma realidade inquestionável (depois de 2 meses de calor na veia agora que fica frio que meu gás quebra) quando resolvi tentar me entender com a jeringonça. Troquei a pilha (porque meu aquecedor é modernoso) e nada...Falei: " Já era, vou ter que chamar alguém pra consertar? Mas quem??? "(Desespero). Aí comecei a mexer nos botões pra lá e pra cá, até que de repente...TCHARÃM!!!! Ele ligou! Viva! Iupi!!! Fiquei muito, mas muito feliz mesmo! Quase que dei até uma pirueta! (Brincadeira, não fiz isso não). Moral da estória: Muitas vezes, quando achamos que tudo está perdido, uma boa futucada (sem conotações pornográficas) pode dar jeito! E viva o conceito de tentativa e erro!

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Ontem pela primeira vez entrei no Twitter de famosos para ver como funcionava esse treco que anda na boca de todo mundo. Achei muuuuuuito estranho!!!!Na verdade, não entendi direito como funciona: acho que só aparecem as respostas que a pessoa dá, é isso mesmo??? Bom, eu como sou um ser à moda antiga (uso orkut velho, celular velho, demorei muuuuuito até ter o meu primeiro email pois achava que não precisava destas modernidades, gosto de festa ploc e velharias em geral) acho que é normal eu apresentar essa sensação de estranheza. Mas quem sabe um dia ainda me rendo ao tal do Twitter???

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Ontem me deu vontade de conferir os indicados ao Oscar. Joguei no Google "indicados ao Oscar", entrei em um site que tinha a tal lista e qual a minha surpresa de ver que "Distrito 9" está indicado em várias categorias! Esse filme é realmente muuuito bom, quem não viu, recomendo. Quando meu marido chegou com esse filme aqui em casa, pensei: "Lá vem o Luiz Américo de novo com esses filmes de ficção científica e fantasia que ele adora, e eu nem tanto. Acho que não vou ver não..." Aí falei pra ele que tava pensando em não ver e ele disse: "Acho que você deve ver que esse filme é bom..." Dei uma lida na capa, e falei: "Tá, vou ver, se for chato eu paro ou durmo" (o que é bem fácil de eu fazer vendo filmes em casa, quem me conhece sabe). Cara, me surpreendi. O filme fala de preconceito: os tais alienígenas chegaram na Terra (não por acaso em Joanesburgo, na África do Sul) e foram isolados em uma favela, que é o tal do "Distrito 9". Vivem numa miséria absurda, são viciados em comida de gato, não tem esgoto, água encanada, emprego, são proibidos de entrar em certos lugares, são tratados de forma rude e violenta pelos "donos do poder"...Nada nesse filme é mera coincidência com o que acontece no mundo atualmente...O personagem principal personifica a podridão do capitalismo selvagem, um cara com quase nenhum escrúpulo, caráter e humanidade, que só pensa em obter mais dinheiro e mais poder, custe o que custar. A empresa de armas em que ele trabalha é a responsável por fazer a desocupação forçada dos alienígenas que moram no Distrito 9, e ele vai a campo executar essa missão. Só que só sua ida ao Distrito 9 vai mudar toda a sua vida... Não contarei mais! Agora só vendo, mesmo! O roteiro é muito interessante e original, vale a pena conferir. Para quem trabalha com pessoas,com psicologia, educação, sociologia é muito interessante para despertar reflexões e debates.

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Mais BBB: Porque ninguém bota a chatinha da Fernanda no paredão??? Aliás, ela na festa de sábado se libertou do tipinho moça comportada e e soltou a franga, se jogou no Michel, no Serginho...Ficou bem mais divertida, mas mesmo assim acho a participação dela no programa insossa. Quero que a Cacau fique! Por mim pode sair a Lia ou o Dourado, não quero que nenhum dos dois ganhe.

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Tô ferrada: hoje fiquei sabendo que vai passar "Sinhá Moça" no "Vale a pena ver de novo."..Acho que vou me viciar novamente...Vivo repetindo que a próxima novela que passar de tarde não vou ver. Papinho típico de viciado mesmo, similar a "segunda-feira paro de fumar". Mas "Sinhá Moça" é golpe baixo...É do Benedito Ruy Barbosa, cacilda!

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Tá bom de vida de blogueira por hoje! Vou lavar louça e trabalhar um pouco! Até o próximo post!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Da série: As coisas que tenho adorado fazer - Capítulo I - Cozinhar













Segundos após dar o título desse post, comecei a me questionar sobre ele, principalmente sobre a conjugação verbal que usei: "As coisas que tenho adorado fazer". Pensei: "Porque não faço um post falando das coisas que adoro fazer?" Esse "tenho adorado" (esqueci que conjugação verbal é essa? Telemarketês????Rsrsrsrsrs), me deu uma idéia de inconstância, é como se o que vou falar que eu tenho adorado fazer esteja estritamente relacionado ao agora, mas amanhã, só Deus sabe...Huummmm...É certo que tem coisas que adoro fazer desde sempre (tema até pra outro post),mas neste momento quero falar das coisas que tenho gostado de fazer neste momento atual da minha vida. Se elas virarão coisas que vou gostar de fazer pra sempre, o futuro dirá! Talvez eu esteja negando a minha instabilidade...Será? Ser instável tem um lado bom e outro ruim, depende da situação...

Bom, vamos a minha saga:

Capítulo I - Cozinhar
Como eu estava dizendo, tenho adorado cozinhar, e especificamente fazer pães. Sempre gostei de fazer alguns pratos, mas acho que ano passado realmente descobri o quanto é gostoso cozinhar, sem obrigação, porque você está afim mesmo. Porque eu sei que depois de um dia inteiro de trabalho, ter que chegar em casa e fazer comida às vezes é sacal. Já passei por isso, até porque durante muito tempo levei marmita pro meu ex-trabalho, então realmente muitos dias fazia comida porque tinha que fazer e não porque queria fazer, e isso faz uma diferença estupenda. Ano passado, lá pra maio mais ou menos, resolvi que queria emagrecer. Estava um pouco acima do peso, mas não queria fazer nenhuma dieta maluca. então fui numa nutricionista que me passou um cardápio super balanceado, em que eu podia comer arroz e feijão, inclusive. Comecei então a cuidar mais da minha alimentação, e como estava com tempo para fazer meu almoço todos os dias, comecei a curtir este momento. E quando falo este momento, é este momento como um todo: desde ir comprar os ingredientes, escolher verduras, legumes e frutas, cortar temperos, até o preparo mesmo dos pratos. Vi que escolher as folhas boas de um maço de agrião me acalmavam; que sentir o cheirinho do alho dourando no azeite é um dos melhores cheiros do mundo; que testar receitas novas é um desafio gostoso de enfrentar; que às vezes você vai fazer tudo como você sempre faz há tempos, ou vai seguir todos os passos da receita e as coisas simplesmente vão dar errado; que saber fazer uma comidinha simples, caseira é uma das coisas mais confortantes dessa vida; comprovei que todo o cuidado que eu dediquei ao preparo da minha alimentação tiveram efeitos diretos e benéficos ao meu corpo; que botar os seus temperos na comida é como fazer feitiçaria; que comer o que você faz dá uma gratificação imensa (quando fica bom né?rsrsrs); que cozinhar para quem se ama é um ato de expressão desse amor, entre outras coisas. Eu tinha um trauma na cozinha com bolos. Porque o primeiro bolo que fiz quando era pirralhete solou. Claro, esqueci de botar fermento! Esse trauma me acompanhou por mais de 20 anos! Até ano passado, tinha feito pouquíssimos bolos na minha vida. Até que resolvi tentar de novo. Lembrei da música do Raul, "Tente outra vez". E não é que consegui fazer uns bolos bem gostosos e de vários tipos? De chocolate, milho, cenoura com calda de chocolate... Até brigadeirão eu fiz!


E daí vieram os pães. Que não sei da onde tirei essa onda de fazer pão. Nasceu assim, dentro de mim, de repente. E até eu começar, demorou. Primeiro comprei a forma, depois peguei receitas, comprei ingredientes e nada. Até que um dia, fui pra cozinha e fiz o meu primeiro pão. Pão de ervas. E não é que o danado ficou bem gostoso? Depois dele fiz pão de nozes, pão de linguiça (com a participação especialíssima e salvadora do meu maridão; a receita era mal explicada e eu já estava querendo jogar a massa fora porque tava super esquisita, mas ele foi lá e conseguiu recuperá-la! E ficou maravilhoso!) e pães integrais. Que coisa gostosa é amassar a massa, se sujar de farinha, ver o seu pão crescer e sentir o cheiro dele no forno. E vou testando as receitas, umas são melhores, outras complicadas, umas já deram errado mesmo dando certo de outras vezes. Agora ao invés de comprar o pão industrializado no mercado, faço em casa meu próprio pão! Tô chique benhê! Outro dia eu e Luiz Américo fizemos pizza caseira a quatro mãos. Ficou gostosa demais! Cozinhar junto também é uma delícia, eu adoro, pra mim esse sempre foi um programinha super relaxante...Com uma cervejinha (no calor) ou um vinhozinho (no frio, que eu tô com saudade!) então, completa a cena!


Descobrir, conhecer coisas novas é bom demais. Descobrir que você é capaz de fazer certas coisas então, nem se fala. Acho que cozinhando eu tenho a chance de me experimentar também, enquanto cozinho ou amasso um pão, vou descobrindo coisas sobre mim mesma, sentindo novas sensações e sentimentos (por mais redundante que essa frase possa parecer), estando mais próxima da natureza, do meu corpo, me desafiando, exercitando minha paciência , minha frustração, minha organização e também minha ousadia, enfim, cozinhar, pra mim, tem sido uma verdadeira jornada de auto-conhecimento! Como diz o meu avental "De cozinheiro e louco todo mundo tem um pouco", basta ter vontade e disposição para meter a mão a na massa e ver quer bicho vai dar! Fui!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Remexendo em arquivos velhos...


Ontem resolvi dar uma olhada num disquetes velhos que tinha aqui em casa para ver o que tinha dentro. Eis que me deparo com este texto, que recebi pela internet, provavelmente há uns 7 ou 6 anos atrás. Lembro que já tinha gostado bastante quando o li da primeira vez, tanto que o guardei, mas relê-lo depois de tantos anos e em outra condição, a de ser casada, foi diferente. Gostei bastante. Acho que vou até relê-lo de vez em quando para não esquecer nem deixar passar as coisas que são ditas ali. Não sei se é de autoria do Mário Quintana mesmo, pois sempre desconfio dessas autorias que aparecem nesses emails, mas mesmo que não seja, quem o escreveu realmente soube resumir em poucas palavras o que podemos fazer para ter um casamento feliz, alegre e saudável. Eis o texto:


“Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento, a igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre:

"Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?"

Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:

* Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora,e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?

* Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?

* Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?

* Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar,assim como você a ela?

* Promete se deixar conhecer?

* Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?

* Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?

* Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?

* Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?

* Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?

Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os
maduros.”

Mário Quintana


Em outro post, escrevo minhas idéia sobre este tema que é bem fértil...Hoje ficarei com a reflexão e a sabedoria do Mário Quintana...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Agora vai!!!


Voltei. Depois de meses sem parar pra escrever aqui (fiz até uma tentativa, mas tudo ficou no rascunho pois não consegui terminar o texto), quero retomar este blog. Até pensei em resgatar esse texto inacabado, mas resolvi que seria melhor sentar aqui e deixar vir o que vier. Por mais redundante que essa frase possa ser. Quem sabe outro dia ainda não termino esse texto e coloco ele aqui???Mas hoje não. Hoje eu quero ver o que minhas mãos e meu cérebro um pouco atordoado por uma (eu disse, uma) cerveja extremamente gelada (botei ela pra gelar no congelador, esqueci disso e quando tirei estava simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!) . Perceberam como o esquecimento também pode trazer coisas boas pra gente? Esse poderia até ser um tema para esse post, que me levou imediatamente ao filme "Brilho eterno de uma mente sem lembranças"...Esse filme é muito bom, mas muito bom mesmo...O filme na verdade, parte dessa premissa que eu disse, que esquecer pode ser o melhor a ser feito em determinadas situações, mas acaba trazendo também o outro lado: o de que na realidade, nua e crua dos fatos, as coisas não saem bem como o planejado e o teorizado...E o esquecimento completo, não apagaria só as coisas ruins e dolorosas da vida, mas todas as coisas boas e gostosas que vivemos também...Queria até falar um pouco mais desse filme, mas sofro de um problema crônico de amnésia especificamente sobre os detalhes de filmes...Sei dizer se gostei do filme ou não, isso fica gravado na minha massa cinzenta, ou seja, a impressão que tive sobre o filme fica intacta, mas o resto... Vira poeira...Como diz a Ivete Sangalo e a torcida do Mengão...Vou pegar a minha outra cerveja, peraí. Essa não tava tão gelada, que baixei do congelador pois fiquei com medo de virar pedra. O medo. Esse é um tema cabeludo. Acho que esse tema vou ficar devendo. Vamos voltar ao esquecimento, que é mais confortável depois de um longo período sem escrever...Acredito que realmente o esquecimento pode ser algo benéfico em algumas situações...Mas em outras, ele acaba sendo um anestésico...O problema começa, muitas vezes, quando fingimos esquecer de algo, geralmente muito doloroso, e o colocamos em uma gavetinha escondida, a última e a mais baixa do nosso arquivo de experiências...Tudo fica estranho quando essa gaveta teima em abrir sozinha (talvez esteja velha, enferrujada, com a mola ruim) e nos invade com o seu conteúdo nos momentos mais impróprios... E por mais que a gente teime em fechá-la com o maior afinco, a pemba da gaveta não abre de novo, e de novo, e de novo....Como num círculo vicioso...Acredito que nesses casos, por mais dolorido que possa ser, é preciso limpar essa gaveta. De alguma forma. E não pensem vocês que por eu ser psicóloga eu não tenho as minhas também e que elas não me importunam às vezes. Essa é uma balela que tem que cair por terra, a de psicólogo é um ser bem resolvido e equilibrado. Psicólogos, falando por mim mesma e por todos que conheço e já topei nessa vida, é um ser conflituoso à pampa!

Mas voltando ao tema: cada um escolhe a sua melhor forma de limpar gavetas: para uns, é melhor jogar tudo fora; outros conseguem aproveitar o que está ali e arquivá-lo em um outro lugar, mais propício e adequado para uma utilização futura; outros, quase que como alquimistas, conseguem transformar aquela matéria em outra coisa...Enfim, cada um sabe aonde aperta o seu calo. E qual a melhor maneira de resolvê-los...Quem não sabe, o que fazer com suas gavetinhas velhas, abarrotadas e teimosas (ou com seus calos), pode até procurar ajuda para saber como lidar com elas, descobrir formas novas, ouvir dicas, conselhos, experiências alheias que podem ajudar e muito...Mas o jeito de realmente lidar com elas (ou com eles, se nos referirmos aos calos), pra ser verdadeiro e eficaz, tem que vir de nós mesmos, de nossa essência, da nossa forma de resolver as coisas...Fiz agora a imagem de um caldeirão: é como se pudessem haver vários temperos (o dos amigos, da família, do terapeuta, de pessoas que você nem conhece e que leu algo na internet com o que se identificou, da sociedade, etc), mas o seu tempero próprio é necessário para que o caldo fique realmente nutritivo. Senão o caldo vai ficar ralo, insosso, vai até matar a fome na hora mas logo depois seu estômago vai estar gritando de novo, ou vai ficar muito pesado e te dar azia, enfim...Não sei se me fiz entender com esta metáfora...Espero que sim...E espero, que todos nós, consigamos lidar cada vez melhor com as nossas gavetinhas...Já vou...Espero vou voltar em breve...Aliás não espero, nada. vou voltar em breve! Me aguardem!